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Crises de perda de fôlego em crianças, o que devo fazer?

As crises de perda de fôlego podem ser assustadoras para as famílias, mas são episódios comuns em crianças pequenas e, na maioria das vezes, não estão associadas a condições graves de saúde.

Caso sua criança apresente episódios semelhantes e você esteja preocupado, pode ser o momento de buscar uma avaliação adequada.

dra maria

Vamos aprender um pouco mais sobre crise de perda de fôlego?

perda de fôlego

O que é uma crise de perda de fôlego?

A crise de perda de fôlego é um episódio breve e involuntário em que a criança para de respirar temporariamente devido a um estímulo emocional ou físico. 

Esse fenômeno é conhecido como crise de hiperventilação ou crise de cianose reflexa e pode ser desencadeado por fatores como medo, raiva, dor ou frustração. 

É comum que ocorram em crianças pequenas, entre 6 meses e 5 anos de idade.

Durante o episódio, a criança pode ficar roxinha ou pálida e desmaiar por alguns segundos, mas se recupera rapidamente sem a necessidade de nenhuma intervenção.

Você já deve ter presenciado algum episódio assim: a criança cai ou leva um susto e começa a chorar, no meio do choro ela parece perder a respiração e desmaia, alguns segundos depois, volta a chorar como se nada tivesse acontecido.

Os pais estão desesperados e a criança se acalma no colo sem entender nada.

No momento da crise é comum que toda a família fique preocupada, mas a boa notícia é que esses episódios tendem a desaparecer à medida que a criança cresce e deixam de ser uma preocupação para os pais.

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Causas das crises de perda de fôlego

As causas exatas das crises de perda de fôlego ainda não são completamente compreendidas, mas há várias teorias que explicam esse fenômeno. As causas mais comuns incluem:

  • Medo ou frustração: em crianças pequenas, uma forte resposta emocional a uma situação, como se assustar com algo ou ficar muito frustrado (a grande dificuldade de lidar com o “não”), pode desencadear a crise.
  • Raiva ou choro intenso: uma explosão de raiva ou um choro excessivo também pode levar a uma crise de perda de fôlego. 
  • Fatores genéticos: alguns estudos sugerem que fatores genéticos podem influenciar a propensão de uma criança a ter crises de perda de fôlego.  Crianças com histórico familiar de crises de perda de fôlego, têm mais chances de apresentar um episódio durante a infância. 
  • Condição médica subjacente: embora rara, pode estar associada a crises de perda de fôlego. Por exemplo, algumas crianças com problemas cardíacos ou pulmonares podem ter episódios semelhantes, embora isso seja menos comum. Crianças com anemia ou baixos estoques de ferro também podem ter mais chances de apresentar um episódio de crise de perda de fôlego.
emoções

O que fazer durante uma crise de perda de fôlego?

É natural que os pais fiquem assustados ao presenciarem uma crise de perda de fôlego.

Aqui estão os passos que você deve seguir:

  1. Mantenha a calma: Tente controlar sua ansiedade. O fato de você ficar calmo ajudará a criança a se recuperar mais rapidamente. Pode pegar a criança no colo e acolher, mas sem desespero.
  2. Observe a duração do episódio: Na maioria dos casos, a crise é rápida e a crianca retorna ao estado habitual sem necessidade de intervenção.
  3. Não tente forçar a respiração da criança: Não coloque nada na boca da criança e não tente “forçar” a respiração dela. A crise se resolve por conta própria.
  4. Observe sinais de recuperação: Após a crise, a criança geralmente começa a respirar normalmente e volta ao estado de consciência rapidamente. 
  5. Verifique se há outros sintomas: Embora as crises de perda de fôlego geralmente não causem complicações, se a criança apresentar sintomas como convulsões ou dificuldade para respirar após o episódio, procure ajuda médica.
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Fatores de risco para crises de perda de fôlego

Qualquer criança pode ter uma crise de perda de fôlego, mas alguns fatores podem aumentar a chance de ocorrência de um episódio.

  • Idade: as crises de perda de fôlego ocorrem mais frequentemente em crianças pequenas, especialmente entre 6 meses e 6 anos.
  • Histórico Familiar: crianças com história de outras pessoas na família (pai, mãe ou irmão) que já tiveram uma crise de perda de fôlego podem ter maior risco de apresentar esses episódios.
  • Condicionamentos Emocionais: crianças que têm uma tendência a respostas emocionais muito intensas ou que sofrem de distúrbios de ansiedade podem estar mais propensas a ter crises de perda de fôlego.
  • Anemia: uma diminuição da capacidade do sangue de transportar oxigênio devido à menor quantidade de hemoglobina poderia ser um fator para precipitar a ocorrência de crises de perda de fôlego, mas mesmo crianças sem anemia também podem apresentar esses episódios.
respirar

Como prevenir as crises de perda de fôlego?

Como os episódios são geralmente desencadeados por respostas emocionais a um trauma ou susto, não existe uma maneira infalível de prevenir as crises de perda de fôlego

No entanto, existem algumas medidas que podem ajudar a reduzir a frequência e a intensidade desses episódios:

  • Ensinar a criança a lidar com as emoções, como raiva, frustração e medo. Algumas estratégias incluem incentivar a criança a respirar profundamente ou a usar palavras para expressar suas frustrações em vez de recorrer a comportamentos explosivos.
  • Crianças que têm uma rotina previsível e estruturada geralmente se sentem mais seguras emocionalmente, reduzindo os episódios de frustração que podem levar a uma crise de perda de fôlego.
  • Se você perceber que as crises estão ocorrendo com frequência ou se tornando mais graves, um acompanhamento médico pode ser necessário para descartar outras condições ou receber orientação sobre estratégias para manejar os episódios.
  • Alguns estudos sugerem que a reposição de ferro pode auxiliar a reduzir a frequência e intensidade dos episódios de crise de perda de fôlego, mesmo em crianças sem anemia. Antes de iniciar qualquer medicação, busque orientação médica.
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Conclusão

As crises de perda de fôlego são comuns em crianças pequenas e, na maioria das vezes, não são perigosas. 

Embora o episódio possa ser assustador para os pais, a boa notícia é que as crianças geralmente se recuperam rapidamente e sem sequelas. 

Compreender porque ocorrem, os sinais e os cuidados a serem tomados durante uma crise pode ajudar a reduzir a ansiedade e garantir que a criança receba o suporte adequado.

Se você estiver preocupado com a frequência ou a gravidade das crises de perda de fôlego do seu filho, sempre consulte um médico para obter mais informações e orientações sobre o melhor manejo da situação.

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