A Síndrome de West é um tipo raro e grave de epilepsia que geralmente começa no primeiro ano de vida, entre 3 e 12 meses de idade.

Quais os sintomas da Síndrome de West?
O principal sintoma da síndrome são os espasmos que parecem “sustos”, principalmente quando a criança está pegando no sono ou acordando.
Esses sustos são crises epilépticas, chamadas espasmos, que quando acompanhados de alteração do desenvolvimento e um padrão de atividade cerebral específico, caracterizam a Síndrome de West.
Outros sinais que podem aparecer incluem:
- Perda ou atraso no desenvolvimento (por exemplo, a criança para de sorrir ou sentar como antes).
- Irritabilidade ou mudanças no comportamento.
- Olhar fixo ou “perdido”.
A síndrome de West exige atenção médica imediata para tratamento das crises e reduzir possíveis impactos no desenvolvimento da criança.
A Dra Maria Augusta é neurologista infantil, realizando diagnóstico e acompanhando crianças com Síndrome de West e outras epilepsias.
Oferecendo um acompanhamento contínuo, que envolve a família de maneira ativa e integra diferentes aspectos da vida da criança, a Dra Maria Augusta tem como objetivo tratar não só os sintomas neurológicos, mas também promover o bem-estar geral da criança.

Quais as possíveis causas?
Descobrir o que causa a Síndrome de West é difícil. Isso porque a origem exata nem sempre é clara. Existem vários fatores de risco que podem ajudar a desenvolver essa condição:
- Esclerose tuberosa.
- Malformações congênitas do cérebro.
- Lesões cerebrais que podem acontecer na gravidez ou parto.
- Infecções como meningites e encefalites.

Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico da Síndrome de West é um processo detalhado.
Ele começa com uma avaliação neurológica completa e se baseia em três pontos principais:
- Os espasmos infantis (os movimentos descritos acima).
- Um exame chamado eletroencefalograma (EEG), que pode mostrar um padrão típico chamado hipsarritmia – uma atividade elétrica cerebral desorganizada e caótica.
- A história de desenvolvimento da criança, que pode apresentar regressão (perder habilidades que já tinha) ou atraso.
Muitas vezes podem ser necessários outros exames, como ressonância magnética do cérebro e testes genéticos ou metabólicos, para identificar a causa.



Qual é o tratamento?
O tratamento precisa começar o mais rápido possível, pois cada dia sem controle das crises pode prejudicar o desenvolvimento do cérebro da criança.
Os medicamentos mais usados incluem:
- Vigabatrina: especialmente indicada quando a causa é a esclerose tuberosa.
- ACTH (hormônio adrenocorticotrófico) ou Corticóide.
- Outros medicamentos para epilepsia, como topiramato ou valproato, podem ser considerados em alguns casos.
O neurologista infantil vai escolher a melhor opção dependendo da causa da síndrome, da idade da criança e da resposta ao tratamento.
Se os tratamentos comuns não funcionarem, a dieta cetogênica pode ser uma opção. Ela pode auxiliar a controlar as crises e ajuda no desenvolvimento da criança.
Além disso, terapias de reabilitação, como fisioterapia e terapia ocupacional, ajudam muito. Elas dão suporte extra para o desenvolvimento e bem-estar das crianças.

Por que o seguimento clínico é tão importante?
Com o avanço da medicina e o reconhecimento precoce da Síndrome de West, algumas crianças podem ficar livres da epilepsia e se desenvolverem normalmente.
No entanto, mesmo com o controle dos espasmos, a Síndrome de West pode deixar sequelas no desenvolvimento neurológico, como atraso para andar, falar ou dificuldades cognitivas.
Além disso, algumas crianças podem desenvolver outros tipos de epilepsia no futuro.
Por isso, o acompanhamento com uma equipe especializada é fundamental.
Quanto mais cedo for iniciado esse suporte, maiores são as chances de um tratamento efetivo e menores os riscos ao desenvolvimento da criança.

Não esqueça:
A Síndrome de West é uma condição séria, mas com diagnóstico e tratamento precoce e acompanhamento especializado é possível oferecer melhor qualidade de vida e desenvolvimento às crianças afetadas.
Se você perceber espasmos repetidos, perda de habilidades ou comportamentos diferentes no seu bebê, procure ajuda médica.
Confie no seu olhar de cuidador, ele faz toda a diferença.

Dúvidas frequentes
O que é a Síndrome de West?
A Síndrome de West é uma forma rara de epilepsia. Ela afeta principalmente crianças pequenas e tem como característica, convulsões chamadas espasmos.
Quais são os principais sintomas da Síndrome de West?
Os sintomas incluem espasmos musculares. Eles podem acontecer várias vezes por dia. Os espasmos são movimentos rápidos que parecem “sustos”.
Como a Síndrome de West impacta o desenvolvimento infantil?
A Síndrome de West pode causar atrasos no desenvolvimento e perda de habilidades.
Quais são as causas da Síndrome de West?
A causa da Síndrome de West nem sempre é conhecida. Mas pode ser genética, por lesões ou malformações cerebrais.
Como é feito o diagnóstico da Síndrome de West?
O diagnóstico é baseado na história clínica, exame neurológico e eletroencefalograma. O EEG mostra padrões anormais de atividade elétrica no cérebro.
Quais tratamentos estão disponíveis para a Síndrome de West?
O tratamento inclui medicamentos antiepilépticos.
Existem tratamentos alternativos ou complementares disponíveis?
Tratamentos complementares incluem reabilitação com profissionais especializados. É crucial discutir essas opções com o médico que acompanha sua criança.
Síndrome de West tem cura?
Quando realizado precocemente, o tratamento pode ser muito eficaz, mas em alguns casos as crianças irão evoluir com outros tipos de epilepsia.

Links importantes:
Saiba mais sobre epilepsia – https://neuropediatramaria.com.br/epilepsia-infantil-o-que-eu-preciso-saber/
Acompanhe o desenvolvimento do seu bebê – https://neuropediatramaria.com.br/marcos-do-desenvolvimento-cerebro-infantil/